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terça-feira, 29 de setembro de 2015

RESNASCENDO

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Depois de um longo e gelado inverno, começa a primavera na Hungria.

Tudo renasce, até mesmo nossa paz interior. As flores começam a brotar: tulipas, cerejeiras, violetas – essas brotam como mato nos quintais, sem cuidado nenhum, e salpicam a grama verde com o seu roxo delicado… Nessa época do ano, a natureza apresenta a delicadeza de um bebê.

As pessoas usam um casaco leve, mas algumas arriscam-se a usar apenas uma camiseta. O ar ainda é geladinho quando bate um vento, mas todos estão ansiosos para sentir o sol e seu abraço quente. Não que ele não apareça no inverno, mas acena de muito longe com seus raios, só agora podemos ter contato com o calor.

Os dias começam a ficar mais longos e depois do trabalho conseguimos apreciar um passeio de bicicleta com as crianças. A praça central fica lotada de pessoas sentadas conversando: nos bancos, nas escadas, no chão e nos cafés por volta. As crianças correm, pedalam, passam de patins e skate.

Ao fundo, temos uma trilha sonora. Não é apenas nos filmes que as ruas europeias soam violino! Violino, violão, harmônica… Qualquer pessoa pode pegar seu instrumento e fazer um showzinho pela cidade. O ar é pura música, cheiro de flor e aconchego de sol.

E nesse ambiente eu sempre volto a me apaixonar pela vida que tenho, nesse lugar tão distante de onde nasci e que me ensinou o significado da saudade. Com a Hungria também aprendi outros significados, aprendi a dar valor a coisas simples, como o calor, depois do frio, a luz, depois da escuridão… Aqui vemos famílias passear e brincar com os filhos no final da tarde, pois são lembradas de que o sol não está sempre lá, convidando a um “happy hour”.

Como não ser grata ao duro inverno, depois que nos faz enxergar essa beleza toda? Faz-me pensar que as vezes é muito bom passar por um período mais difícil, para nos lembrar de que devemos apreciar as primaveras da vida.

Por Carol Szabadkai

Fonte: Curta Crõnicas

OLHANDO O HORIZONTE

Olhando o horizonte


O sol maduro tem aparecido
E eu aqui sentada na margem da tarde
Com o olhar no horizonte, perdido!
Onde o Sol já se esconde e me dá saudade.

Encontro aquém tudo o que me resta
Para trás os ontens, era já remota
O sol se foi e eu perdida na sesta
Com a saudade batendo-me à porta.

Com as mãos cheias de nada
E no silêncio me deixando mergulhar
Já o dia tráz a noite anunciada
Meus olhos procuram sem saber que procurar.

Talvez a luz doce da tarde deitada!?
Ou os raios de sol que o azul furam
Que será que meus olhos procuram?
Vou resvalando no tempo em largas passadas
Descansam em mim lembranças d'outrora
Sonolentas, caladas!
Minha companhia p'la vida fora.

Mas hoje nada têm para me oferecer
O meu peito aberto lhes deu guarida
Talvez quando o sol voltar a nascer
Eu levante da margem da tarde
E volte à Vida.
P'ra falar de saudade.

Rosafogo

Fonte: Luso Poemas

BUSCANDO REALIZAÇÕES

Procurei encontrar meu caminho, que por vezes eram longos.
Outras vezes eram estreitos, silenciosos e algumas vezes estavam enfeitados de flores, outras vezes estavam cobertos de espinhos.
Quantas vezes colhi flores e senti seu perfume, mas houve dias em
que me feri nos espinhos escondidos.
Muitas vezes o frio cortava minha alma, outras vezes o coração.
Mesmo assim, caminhei...
Encontrei dias claros, quando o sol me aconchega,  encontrei dias nublados, quando a chuva me lavava.
Me deparei com a noite vestida de negro, com as estrelas brilhando
no céu. Mas houve dias que exausta, parei pra descansar.
Deixei os pensamentos se alinharem ao horizonte, me fazendo refletir sobre a minha caminhada.
Os sonhos são necessários para se viver, mas, é preciso ir ao seu encontro onde quer que estejam.
Sei que em nenhum lugar vou encontrar realizações, se não for capaz de buscá-las.

Fonte: Love blog