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domingo, 28 de outubro de 2012

A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO.




O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo, chama o menino para uma conversa.Zeca, de oito anos de idade, acompanha-o desconfiado. Antes que seu pai lhe dissesse alguma coisa, fala-lhe irritado:
— Pai, estou com muita raiva. Juca humilhou-me na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ficasse doente, sem poder ir à escola. Desejo-lhe tudo de ruim.
Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho, que continua a reclamar. O pai ouve tudo calado, enquanto caminha até um abrigo, onde guardava um saco cheio de carvão. Leva o saco até o fundo do quintal e o menino acompanha-o, calado. Zeca vê o saco ser aberto e, antes mesmo que pudesse fazer uma pergunta, o pai propõe-lhe algo:
— Filho, faça de conta que aquela camisa branquinha, que está secando no varal, é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, dirigido a ele. Quero que jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois  volto para ver como ficou.
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal, com a camisa, estava longe dele e poucos pedaços acertam o alvo. Uma hora se passa e Zeca termina a tarefa.
O pai, que espiava tudo de longe, aproxima-se do menino e pergunta-lhe:
— Filho, como se sente agora?
— Estou cansado, mas alegre, porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o filho, que fica sem entender a razão daquela brincadeira e, carinhoso, diz-lhe:
— Venha comigo até meu quarto, quero mostrar-lhe uma coisa.
Zeca acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho, onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Só conseguia enxergar os dentes e os olhos.
O pai, então, fala-lhe ternamente:
— Filho, você viu que a camisa está suja, mas olhe só para você. O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

PROCURA-SE


Procura-se um homem com trinta e três anos, pele clara, expressão triste, cabelos longos, barba maltratada, marcas sanguinolentas nas mãos e nos pés.
Caminha habitualmente acompanhado de mendigos, vagabundos, doentes, mutilados, cegos e infelizes.
Onde aparece, frequentemente é visto entre grande séqüito de mulheres, sendo algumas de má vida, com crianças esfarrapadas.
Quase sempre é seguido por doze pescadores e marginais.
Demonstra respeito pelas autoridades, determinando que se dê a César o que é de César, mas espalha ensinamentos contrários à Lei antiga, como o perdão das ofensas e o amor aos inimigos.
Ensina a oração em favor daqueles que nos perseguem ou caluniam; a distribuição indiscriminada de dádivas aos necessitados; o amparo aos enfermos, sejam eles quais forem; e chega ao cúmulo de recomendar que uma pessoa espancada numa face ofereça a outra ao agressor.
Ainda não se sabe se é um mágico, mas testemunhas idôneas afirmam que ele multiplicou cinco pães e dois peixes em alimentação para mais de cinco mil pessoas, tendo sobrado doze cestos.
Considerado impostor por haver trazido pessoas mortas à vida, foi preso e espancado.
Sentenciado à morte, com absoluta aprovação do próprio povo que o condenou e absolveu Barrabás, malfeitor conhecido, recebeu insultos na cruz pelas costas.
Não se ofendeu, quando questionado pela Justiça, complicando sua situação, porque seus próprios seguidores o abandonaram nas horas difíceis.
Sob afrontas e zombarias, foi crucificado entre dois ladrões. Não teve parentes que lhe demonstrassem solidariedade, a não ser sua mãe, uma frágil mulher que chorava aos pés da cruz.
Depois de morto, não se encontrou lugar para sepultá-lo, senão lodoso recanto de um túmulo, por favor de um amigo.
Após o terceiro dia do sepultamento, desapareceu do sepulcro e foi visto por diversas pessoas que o identificaram pelas chagas sangrentas dos pés e das mãos.
Esse é o homem que está sendo cuidadosamente procurado. Seu nome é JESUS DE NAZARÉ.  Se conseguir encontrá-Lo, deve segui-Lo para sempre.