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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

POR MAIS CINCO MINUTOS.


A vida de Eduardo desandava. Tudo o que havia possuído, um dia, tinha sido entregue aos cobradores. Até os móveis de sua casa. Apesar de tudo, continuava devendo. Sua esposa e filhos passavam por necessidades.
Mas Eduardo prosseguia trabalhando, não se cansava nem se desesperava. Ia vendendo seus objetos mais simples, mas o pão e o remédio para a família não faltavam. Durante doze meses de privações e sofrimentos, o infeliz chefe de família perseverou lutando.
De certa feita, porém, foi vítima de torpe calúnia e perdeu o emprego. Procurou outro. Andou, indagou, pediu, implorou. Nada! Reuniu seus últimos pertences e os vendeu. Mas, fome, seus filhos não passavam.
Finalmente, tudo se escasseou por completo. De eminente bancário passou a humilde lenhador. Mas prosseguia heroicamente. Seus recursos ficavam cada vez mais parcos e as dívidas de novo aumentavam.
Um dia não suportou mais. Entrou em seu quarto e, aproveitando a ausência dos familiares, empunhou um revólver e se matou com um tiro.
Cinco minutos após o tresloucado gesto, sua esposa entrou em casa gritando de alegria, anunciando a seu esposo a boa nova, julgando estar o marido meditando, como de costume, no seu quarto. Chorando de alegria, dizia a mulher, invadindo o lar:
— Querido, nosso filho ganhou incalculável fortuna numa feliz transação comercial!
Quando abriu a porta do quarto e viu o trágico quadro, caiu desmaiada.
A narrativa deixa-nos uma grande lição. A perseverança traz sucessos imprevistos. Não devemos desistir nunca!